Com folhas longas, inteiras e brilhantes, o asplênio é o primo asiático da samambaia. Apesar de nascer enroladinho, com caule curto, e ter um crescimento bem lento, ele chega a um porte grande, com as folhas podendo medir de 30 a 90 cm de comprimento. Assim como sua prima, o asplênio é uma espécie epífita – ou seja, cresce presa em troncos de árvores, pedras ou outros apoios. Não confundir com parasitas! – e gosta de climas úmidos. Além disso, também se multiplica por esporos ou por divisão da planta.



Rega: o solo precisa estar sempre úmido e a adubação em dia. Para mantê-lo irrigado na medida certa (nunca encharcado, lembra?), você pode usar um substrato orgânico, como fibra de coco, que ajuda na drenagem e na retenção de umidade. Evite molhar a planta por cima e no centro (na parte escura), pois água em abundância nessa área pode colaborar para seu apodrecimento e inibir o desenvolvimento de folhas novas. Mas a umidade no ar ou nas folhas é bem vinda: você pode borrifar água nas folhas ou até mesmo usar um umidificador de ar (como o Lucas contou na matéria que você confere aqui).

Iluminação: o asplênio gosta de calor e umidade, mas não resiste ao sol direto nas folhas, nem ao frio. O ideal é mantê-lo em um local com luz difusa, indireta.

Problemas comuns: a falta de adubação pode deixar a planta frágil e suscetível a pragas. Caso alguma delas apareça, corte as partes afetadas e procure identificar qual afetou sua planta, para dar o tratamento adequado. Como prevenção, adube regularmente, sempre com atenção para não exagerar na dosagem! Outra boa prevenção são os repelentes naturais, como o óleo de neem.

Outros nomes populares: asplênio-ninho-de-ave, ninho-de-passarinho, samambaia de ninho de pássaro, aninhamento de samambaia.

Como usar: vai bem tanto no chão quanto em cachepôs suspensos. Lembre-se: embora demore, o asplênio pode crescer muito. Deixe que ele se “estique” ao longo do tempo, plantando em vasos maiores ou diretamente em canteiros - em maciços ou composições com outras epífitas. (Confira aqui um especial sobre como plantar em vasos).

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está acondicionada e o tipo da espécie. As indicações acima são orientações para um primeiro contato, mas não uma fórmula definitiva. Preste atenção às respostas e condições da sua espécie. É importante não exagerar na quantidade de água! Prefira aumentar a frequência das regas em vez de aumentar o volume de água colocado.