Desejo dos apaixonados pelo verde, essa selvvva do dia não passa despercebida com suas formas exóticas, que parecem ter sido desenhadas à mão.

Divididas em dois tipos, as folhas exuberantes despertam a curiosidade até dos mais desatentos: verdes ao nascer, os “escudos” ganham aparência seca à medida que a planta se desenvolve. Responsáveis por proteger as raízes, eles ajudam na fixação nos troncos e também indicam a idade da planta. Já a folhagem verde carrega nas pontas os esporos, que se espalham pelo ambiente em busca da perpetuação da espécie, além de serem recobertas de pelos para captar a umidade do ar.

Epífita que é, cresce na natureza agarrada aos troncos e pedras, usando essas superfícies como apoio para garantir sua proteção e ganhar alguns centímetros de altura. Afinal, quanto mais afastada do solo, mais longe dos predadores e perto do sol. Tudo sem retirar nutrientes da planta parceira.

Conheça os segredos dessa parente das samambaias.


Rega:
 Nativa das florestas tropicais, adora a umidade do ar. Quer vê-la feliz? Leve-a para debaixo da torneira ou do chuveiro e dê um banho frio molhando por inteiro, das folhas verdes à parte seca. Logo todo o excesso de água vai escorrer e ela estará pronta para voltar ao seu lugar. Você pode fazer esse processo semanalmente ou regar com mais frequência, duas vezes no período. 

Iluminação: meia-sombra. Aproveite o sol da manhã ou do fim do dia, para não queimar suas folhas.

Outros nomes populares: chifre-de-veado.

Problemas comuns: Alguns problemas se devem aos incômodos estéticos. Não é raro que ela tenha os escudos secos podados pelos mais desavisados, prejudicando a proteção das raízes. Também é comum que os pelos das folhas sejam confundidos com sujeira e ganhem uma limpeza com pano, o que agride a captação da umidade e leva ao ressecamento.

Folhas amareladas podem indicar o sufocamento das raízes. Neste caso, troque a terra por chips de coco, casca de pinus ou casca de arroz, substratos ideais para reter a umidade e garantir a oxigenação.

Fique de olho na adubação mensal e utilize uma versão líquida, para que o adubo penetre melhor no substrato e ela possa retirar lentamente a quantidade de nutrientes de que necessita.

Folhas com textura mole podem ser sinal de falta de água. Aposte em um banho e logo elas estarão firmes novamente. Se você pretende se ausentar por um curto período, cerca de até 10 dias, está tudo certo. Basta colocar a sua planta em uma bacia e caprichar no banho, regando até que uma poça com 2 dedos de altura se acumule ao fundo. Aguarde 10 minutos e viaje tranquilo. Na volta, repita o processo.

Pintas marrons nas folhas verdes indicam intoxicação por cloro. Procure utilizar a água da chuva, que é livre dessa substância. Se o clima seco não contribuir para um pé d’água, use a da torneira, deixando-a descansar por 24h, tempo suficiente para que a substância tenha evaporado. 

Amante da umidade, é presa fácil das cochonilhas, que passam despercebidas entre os pelos das folhas. Para prevenir pulverize óleo de neem em toda a planta uma vez por mês. Em caso de uma grande infestação, corte as folhas afetadas e aplique inseticida próprio para o combate a esses parasitas. Procure também manter os escudos sempre úmidos, para evitar que fique vulnerável às pragas.

Como usar: coloque no alto, para que ela exiba a beleza das suas folhas. (Aqui na Selvvva temos uma linha de prateleiras e cachepôs suspensos para deixar seu cantinho cheio de aconchego).

 

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está condicionada e o tipo da espécie. As indicações acima devem servir para orientar um primeiro contato, mas não são uma fórmula definitiva. O ideal é prestar atenção às respostas da sua planta; assim você poderá dosar a água de acordo com as condições em que a espécie se encontra. É importante não exagerar no volume de água a cada rega! Prefira aumentar a frequência das regas ao invés de aumentar a quantidade de água.