Com sua cabeleira descendo pelos cachepôs ou cobrindo cada área dos jardins, essa selvvva do dia é uma das generosas da natureza. Plante um pedacinho e, quando você se der conta, ela terá colorido todo o espaço.

Dentro e fora de casa, é resistente, versátil e surpreende com seu crescimento acelerado. Tanta vontade de ocupar e transformar cada cantinho faz dela uma devoradora de nutrientes, que se multiplica volumosa à medida que recebe carinho e muito adubo.

Usada nos jardins por Burle Marx para criar desenhos cheios de vida, é um coringa para levar o verde aos lugares menos favorecidos pelo sol, onde a grama não sobreviveria. Zebrina, roxo ou branco, conheça os segredos do lambari.

Rega: 2 a 3 x por semana. Dê preferência à mistura de terra e areia para manter o solo drenado, sempre úmido, e evitar as condições favoráveis ao surgimento de pragas ou apodrecimentos das raízes.

Iluminação: meia-sombra. O lambari de folhas roxas é capaz de se adaptar ao sol pleno, mas vá devagar. Exponha-o gradativamente, mais e mais a cada semana. Durante esse processo, chamado de rustificação (saiba mais a respeito na nossa matéria especial sobre iluminação), algumas folhas provavelmente vão se queimar, mas persista e logo as novas nascerão adaptadas. Se preferir deixá-lo na luz difusa, lembre-se de oferecer um pouco da luz do sol, para que mantenha seu tom roxo e não estiole. 

Se o seu lambari é prateado, ele adora ficar dentro de casa, em um cantinho com a luz filtrada por uma cortina. Para vê-lo feliz, dê algumas horas de sol, evitando a exposição entre as 12h e as 16h.


Outros nomes populares:
 Lambari-roxo, judeu-errante, trapoeraba-roxa.

Problemas comuns: Um lambari com pouco volume demonstra que há algo de errado. Capriche no adubo, especialmente se a folhagem mais antiga, perto da raiz, estiver secando e caindo, o que também pode indicar que ela está precisando de água. Estar com a rega e os nutrientes em dia é essencial. Para ele presentear você com toda a exuberância, seja generoso e adube pelo menos 2 vezes ao mês.

Outro problema comum surge pela falta de luz. Fique de olho em cada sinal. Folhas jovens esverdeadas, mais claras, e caules compridos com folhagem espaçada te dão pistas sobre o estiolamento, processo em que as plantas se estiram em busca de iluminação e acabam fragilizadas ao gastar tanta energia para esse crescimento desesperado.

Preste atenção nas cores. O tom roxo e vivo é produzido a partir da fotossíntese e indica que ele está conseguindo a luz de que necessita.

 

Como usar: como pendente, exibindo sua cabeleira ou formando um tapete cheio de cores como forração nos jardins.

Dica da Selvvva: Os cuidados variam de acordo com o ambiente, a espécie, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura e recipiente onde a planta está acondicionada. As indicações acima devem servir para orientar um primeiro contato, não são uma fórmula definitiva. Fique sempre atento às respostas da sua planta.