Exótica, misteriosa, exuberante. Se você encontrou essa planta em alguma ocasião, vai se lembrar. Ela não passa despercebida. Nem para nós, nem para aqueles que se rendem aos seus encantos mortais. Famosa entre as espécies insetívoras, popularmente conhecidas como carnívoras, ela capta o seu próprio nutriente de uma maneira muito perspicaz.

Com um aroma sedutor, essa selvvva do dia atrai os insetos para dentro dos ascídios, os jarros que nascem na ponta das folhas. Contando com a ajuda da chuva, cada um deles carrega um pouco de água e enzimas digestivas, prontas para decompor os mais desavisados, garantindo a sobrevivência na natureza.

Mas nem só de insetos vive a nepentes, uma das poucas espécies que pode encarar o carinho da adubação como algo muito indesejável. Se no seu cantinho os mosquitos ou pequenas aranhas não são encontrados facilmente, está tudo certo. Ela vai conseguir o que precisa por meio da fotossíntese.

Confira abaixo outros mistérios e cuidados da nossa planta do dia.

Rega: O cultivo em lugares úmidos é um dos segredos. Afinal, os tubos precisam de água para colaborar com a produção das enzimas digestivas e garantir a armadilha perfeita. Para ajudá-la, regue cada um deles. Aproveite para borrifar toda sua folhagem.

A água da chuva é a ideal, pois é livre do cloro e compostos que servem de nutrientes indesejados. Se o clima seco não contribuir para um pé d’água, use a da torneira, deixando-a descansar por 24h, tempo suficiente para que a substância tenha evaporado. Ainda vão restar os minerais, mas com boas condições de iluminação e a rega em dia, a nepentes vai superar.

Mantenha o substrato sempre úmido. Para te ajudar nessa tarefa, plante em esfagno, um musgo que retém a água por mais tempo e é pobre em nutrientes.

Iluminação: Meia-sombra. Um lugar pertinho da janela é o ideal para garantir tons avermelhados nos jarros e esbanjar saúde, evitando folhas amareladas.

 

Outros nomes populares: nepentes, planta-jarro

Problemas comuns: A perda dos jarros é um problema comum e está ligado à adubação, que leva a nepentes a dispensar o próprio mecanismo de obtenção de nutrientes, à falta de água, que resseca essas estruturas, ou aos ambientes frios.

Com uma boa dose de luz e umidade, essas folhas modificadas nascerão novamente. Mas, se os tubos se foram há muito tempo e não voltaram a aparecer, é sinal de que ela está debilitada. Nesse caso, excepcionalmente, aplique um adubo próprio para orquídeas.

Não se preocupe com a nutrição diária. Se o seu cantinho não costuma ser visitado por insetos, está tudo certo. A nepentes aciona o plano B, obtendo por meio da fotossíntese tudo de que precisa. Por isso, não interfira doando alguns “alimentos” para ela. Isso atrapalha o ciclo natural, do exalar o aroma atraente até o processo de decomposição.

Como usar:  No alto, exibindo seus jarros pendentes e exuberantes. (Aqui na Selvvva temos uma linha de produtos para você deixar as plantas flutuando no ar)

 

 

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está condicionada e o tipo da espécie. As indicações acima devem servir para orientar um primeiro contato, mas não são uma fórmula definitiva. O ideal é prestar atenção às respostas da sua planta; assim você poderá dosar a água de acordo com as condições em que a espécie se encontra. É importante não exagerar no volume de água a cada rega! Prefira aumentar a frequência das regas ao invés de aumentar a quantidade de água.