Quem vê essa cabeleira verde descendo por aí, não imagina que a nossa selvvva do dia faça parte da família dos cactos. Mas basta chegar um pouco mais perto para ver seus ramos gordinhos, prontos para guardar água e dar conta dos períodos de estiagem.

Agarrada aos troncos, ela tem hábitos de epífita: procurou as alturas para se proteger dos predadores no solo e conseguir um pouco mais de luz. Tudo sem retirar nutrientes da planta parceira, aproveitando a umidade e as vantagens que o cantinho debaixo de uma copa oferece.

Resistente ao sol-pleno, ao vento ou às baixas temperaturas, ela ainda é amiga dos animais, como alguns pássaros, que são presenteados com o sabor das suas frutas, as bolinhas que nascem de tempos em tempos no lugar das pequenas flores ao longo dos fios.

Em geral, não é considerada tóxica para pets, mas, assim como a maioria das espécies ornamentais, não é comestível e, portanto, não deve ser ingerida.

Pouco exigente nos cuidados, o ripsális-macarrão é uma ótima opção para a selvvva dos mais experientes ou de quem acaba de despertar para o verde.

Rega: 2x por semana, à meia-sombra, ou 2 a 3x semana sob sol-pleno. Essa planta adora receber borrifadas de água em toda sua extensão. (Confira nosso guia especial sobre rega)

Iluminação: sol-pleno ou meia-sombra.

Outros nomes populares: cacto-macarrão, ripsális

Problemas comuns: Resistente, essa guerreira não se rende fácil. Poucos problemas são capazes de derrubá-la. 

O excesso de hidratação é um deles e pode fazer com que o seu ripsális-macarrão aborte alguns ramos, especialmente em ambientes abafados. Fique atento quanto à frequência e ao volume das regas e aproveite para fazer do solo drenado o seu aliado: utilize uma mistura de areia e terra ou substratos próprios para orquídeas, para plantá-lo no vaso. Assim a água não fica retida e consegue escoar com mais rapidez. Procure também manter o local sempre arejado.

Está tudo certo se você notar pontinhas secas apontando nos ramos. Essas raízes aéreas são lançadas pela planta em busca de luz e umidade e são sinal de que ela está crescendo cheia de vida.

Poucos problemas são capazes de derrubar essa guerreira, que vai presentear a sua selvvva com brotinhos frequentes

As raízes aéreas despontam em busca de luz e umidade. Nunca corte essas pontas secas que nascem ao longo dos fios.

Fios mais pálidos, com tom amarelado, podem indicar a falta de luz ou de hidratação.

A presença de parasitas como cochonilhas é pouco comum, mas você pode mantê-los longe do seu ripsális aplicando óleo de neem, um repelente natural, e oferecendo periodicamente os nutrientes do adubo.

Como usar: descendo suas cabeleiras pelos cachepôs no alto da sua selvvva ou agarrada aos troncos.

Dica da Selvvva:Os cuidados variam de acordo com o ambiente, a espécie, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura e recipiente onde a planta está acondicionada. As indicações acima devem servir para orientar um primeiro contato, não são uma fórmula definitiva. Fique sempre atento às respostas da sua planta.