Selvvva do dia: clúsia / Clusia fluminensis

Você já viu essas folhas gordinhas por aí. Em formato de gota, elas levam volume e porte às cercas-vivas ou dão vida às formas inusitadas na topiaria, a técnica de criar esculturas com plantas.

Colorindo os cantinhos dentro ou fora de casa, de tempos em tempos suas pequenas flores brancas despertam e são um convite para as abelhas arapuá, espécies sem ferrão, fazerem a polinização. 

A suculência da folhagem faz com que a clúsia possa suportar períodos mais longos de estiagem se receber os cuidados necessários. Fique tranquilo se precisar se ausentar por até 10 dias. (Temos uma matéria que pode te ajudar por aqui)

Resistente e pouco exigente nos cuidados, essa espécie possui um mecanismo particular para se defender dos predadores: o látex. Quebre um pedaço das folhas e caules e você encontrará uma seiva esbranquiçada. Essa substância pode causar irritação quando ingerida ou em contato com a pele, mucosa e olhos. Isso não faz dela uma planta que não possa morar na sua selvvva. Afinal, bastam a observação e o cuidado, protegendo-se do contato com essa secreção, para um convívio harmônico.

Rega: 1x por semana, à meia-sombra, ou 2x por semana sob o sol pleno. Confira nosso guia especial sobre rega.

Iluminação: meia-sombra ou sol pleno. Confira nosso guia especial sobre iluminação.

Problemas comuns: Observe as pistas valiosas que a sua planta te dá.

Folhagem lisa e verdinha te mostra um desenvolvimento saudável. 

Folhas que amarelam e caem, em grande quantidade, podem contar sobre o excesso ou a falta de água. Na dúvida, cheque a terra: afunde o dedo cerca de 4 ou 5 cm. Se a superfície estiver seca e a área mais abaixo úmida, é hora de regar.

As folhas amareladas ainda podem indicar que está faltando nutrientes por aí. Neste caso, fique atento a outro sintoma: observe se elas estão nascendo deformadas. Adube mensalmente, assim você mantém a clúsia saudável e resistente contra invasores, como pulgões, que são atraídos especialmente pelos brotinhos verdes, repletos de glicose. Aplique também óleo de neem 1x por mês, um repelente natural, e evite o excesso de umidade.

É normal que ela perca a folhagem durante o inverno ou na floração e ganhe novos brotos. (Temos uma matéria para te ajudar a entender o comportamento das plantas em cada estação). Lembre-se de adubar durante estes períodos e, se a sua moradora ficar com o caule quase vazio, corte-o para o verde surgir novamente.

Para vê-la ganhando volume nas laterais, capriche na poda. Lembre-se de deixá-la em um lugar que receba luz em todos os lados ou mude a posição da sua planta de tempos em tempos. Isso evita que ela cresça mais em uma área do que na outra. 

Ao levá-la para casa, fique de olho e troque a terra se esta estiver compactada. 

Como usar: levando porte e volume em cachepôs nas selvvvas por aí. Procure sempre plantar outras espécies como forração no pote da clúsia. Além de preencher o espaço à medida que essa espécie ganha as alturas, você também ajuda a evitar a compactação da terra.

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está acondicionada e espécie. As indicações acima são orientações para um primeiro contato com a sua planta, mas não uma fórmula definitiva. Preste atenção às respostas da sua espécie; assim você poderá dosar a água de acordo com as condições da sua planta. É importante não exagerar no volume de água!