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Como multiplicar suas plantas

Fazer a sua selvvva crescer ou distribuir mudinhas para os amigos. À primeira vista, multiplicar o verde pode parecer um processo cheio de mistérios, mas espalhar esse colorido faz parte da história da natureza. Afinal, ao longo de milhões de anos, as plantas criaram seus mecanismos para ocupar lugares variados.

Em parceria com a Escola de Botânica, compartilhamos uma matéria especial para te ajudar a entender como reproduzir as suas companheiras. Para você colocar a mão na terra por aí, já estamos preparando a segunda parte, com um passo a passo completo. 

A SEMENTE 

Quando vemos uma semente, é difícil imaginar que ela seja resultado de um longo processo de evolução. Com a formação desta estrutura, as gimnospermas garantiram vantagem sobre as antepassadas, as pteridófitas, que necessitam dos esporos e da umidade para se reproduzir. 

Por meio da semente, o embrião, uma nova planta pronta para crescer cheia de vida, fica protegido contra a desidratação e garante os nutrientes para começar a se desenvolver. Contando com essa estratégia e com a ação dos ventos, pinheiros e sequoias se espalharam pela Terra. 

Os estróbilos, popularmente conhecidos como pinhas, são repletos de sementes e contam com a ação do vento para a reprodução

Milhões de anos depois, foi a vez das descendentes destas espécies conquistarem espaço. Geralmente cobertas pelos frutos, as sementes das angiospermas ampliaram a capacidade de continuidade das próximas gerações. Cada um deles carrega a possibilidade de gerar uma nova vida: bastam o contato com a terra nas condições ideais ou a parceria dos animais, que são atraídos para consumir o alimento e acabam colaborando para multiplicar o verde.

No dia a dia quase não percebemos que as plantas já oferecem o pacote completo para garantir sua reprodução. Conheça abaixo algumas das formas mais comuns de propagação.

FORMAS MAIS COMUNS DE PROPAGAÇÃO

GERMINAÇÃO

Demorou milhares de anos para o homem compreender a possibilidade de cultivar plantas. Essa simples descoberta possibilitou que as comunidades passassem a obter o próprio alimento, deixando de migrar em busca dele e passando a se fixar em um território.

A germinação é um tipo de reprodução feita a partir de sementes. Grande parte das espécies mantém estas estruturas dormentes até o momento mais propício para se desenvolverem, com as condições ideais de água, luz, oxigênio e temperatura. Conhecer esse tipo de informação sobre as espécies é importante para aumentar a chance de um plantio bem-sucedido. É por isso que os pacotinhos de sementes costumam trazer instruções sobre os melhores meses para cultivo. 

Algumas plantas do Cerrado, por exemplo, surpreendem com novos brotos logo depois da ação do fogo. Para elas, a alta temperatura pode ajudar a romper a casca de suas sementes impermeáveis à água, facilitando a hidratação e iniciando a germinação.

Na natureza vale tudo para garantir a continuidade das espécies. Com a casca resistente, árvores como a nogueira conseguiram manter as sementes protegidas quando em contato com o solo encharcado ou frente a frente com algum predador faminto. Assim, os animais que fariam um verdadeiro banquete acabam desestimulados com a camada dura dos frutos, consumindo somente um ou outro. Os que são desprezados costumam germinar, dando origem a novas plantas. 

O potencial das sementes vai muito além da experiência da infância, com os feijões. É possível  germinar pimentões, pimentas, uva, laranja, limão, tomate, pitanga, jabuticaba, pepino, maracujá, abacate, entre tantas outras.

ESTAQUIA

Você já viu sementes de filodendro ou jiboia? Não é muito comum encontrá-las comercialmente. Afinal, as plantas ornamentais têm crescimento lento a partir do processo de germinação, o que acaba não despertando o interesse do mercado. Algumas espécies, como o antúrio, por exemplo, levam entre um e dois anos para atingir um porte pequeno a partir da semente. 

Plantas ornamentais, como o filodendro-cordato, geralmente são propagadas por estaquia

Por isso, para multiplicar esse verde costuma-se apostar na estaquia, que garante o desenvolvimento pleno em poucos meses. Essa técnica de propagação é um atalho: a partir de um pedaço da planta adulta é possível conseguir novos exemplares. Assim é possível economizar tempo, já que não é necessário esperar a sua moradora passar por todas as etapas desde o desenvolvimento pela germinação.

Isso não significa que qualquer parte do seu verde dê conta dessa tarefa. É preciso escolher caules que contenham os nós. Estas áreas são compostas por células capazes de se multiplicar e formar novas estruturas, como raízes, folhas, flores ou ramos. 

A estaquia permite reproduzir espécies de portes variados: filodendro-cordato, jiboia, costela-de-adão, pleomele, árvore-da-felicidade, pau-d’água, cróton-imperial, ficus-lyrata, ficus-elástico, ficus-benjamina, bambu-da-sorte, begônia-maculata, corações-emaranhados, nephentes, avelós, columeia-sininho, columeia-peixinho, flor-de-cera, cipó-uva, cactos, euphorbias, suculentas, lambari-roxo, peperômia-filodendro, pilea e trapoeraba-roxa.

DIVISÃO DE TOUCEIRA

As pistas estão por aí: os pequenos brotos ou o emaranhado de uma planta bem desenvolvida. Quando você olha de perto, descobre que a sua moradora já se multiplicou e agora divide o espaço com outras no pote.  

Neste caso, a natureza fez todo o trabalho antecipadamente, dando origem a espécies independentes umas das outras, que não dependem de um sistema único para distribuir água e nutrientes. 

Basta separar as touceiras, cortando caule e raízes, para levar as novas mudas para outro vaso. Com esse método de propagação é possível ganhar tempo em relação à estaquia, pois as plantas já passaram pelas etapas iniciais de desenvolvimento.

As espécies que possibilitam esse tipo de reprodução geralmente possuem rizoma, caule horizontal com ramificações para absorção de água e nutrientes, como espada-de-são-jorge, aglaonema, comigo-ninguém-pode, singônio, maranta, lança-de-jorge, lírio-da-paz, samambaias, peperômias, gengibre, açafrão, zamioculca, alocásia, aspargo-pluma, lambari-roxo, columeia-sininho, columeia-peixinho, hera, jiboia, ripsális-macarrão, trapoeraba-roxa, além de algumas bromélias.


Conteúdo criado com a colaboração de Anderson Santos, biólogo e botânico da Escola de Botânica, que compartilha o conhecimento científico sobre as plantas de um jeito acessível e simplificado nos seus cursos.