Selvvva do dia: pacová / Philodendron martianum

Quem vê sua mudinha tímida não imagina a exuberância que essa planta pode ganhar. Com folhas grandes, que brilham de longe, ela pede pouco para emprestar volume aos cantinhos por aí.

Se você está despertando para o verde, não pense duas vezes: leve um pacová para morar na sua selvvva. Dono de caules gordinhos e esponjosos, ele guarda as reservas de água para os momentos de escassez. Além disso, vai bem até nos espaços pouco iluminados e nos ambientes climatizados com ar-condicionado.

Brasileira da Mata Atlântica, essa espécie tropical não nega seus impulsos de trepadeira. Epífita que é, cresce na natureza agarrada aos troncos, usando essas superfícies como apoio para garantir proteção e ganhar alguns centímetros de altura. Assim, quanto mais afastada do solo, mais longe dos predadores e perto da luz. Tudo sem retirar nutrientes da planta parceira.

Basta dar uma olhada na vida selvagem para se surpreender com sua resistência, tamanho, capacidade de escalar as alturas e de lançar raízes robustas em busca de iluminação, umidade e nutrientes.

O pacová é perspicaz nos sinais que dá sobre suas condições: um tom amarelado aqui, um caule murcho ali. Tudo a tempo de uma dose de carinho para você observar e tomar as medidas para o seu verde voltar a ficar cheio de vida. Além disso, é uma ótima opção se a sua selvvva for compartilhada com crianças e animais de estimação. Afinal, não possui substâncias tóxicas. Confira nossa matéria sobre esse assunto

Rega: 1x por semana. Espécie tropical, o pacová adora receber borrifada de água nas folhas, especialmente nos dias mais secos. Os substratos para orquídeas ou samambaias são ótimas escolhas na hora de plantá-lo. Confira nosso guia especial sobre rega.

Iluminação: meia-sombra ou luz difusa. Confira nosso guia especial sobre iluminação.

Outros nomes populares: babosa-de-árvore, babosa-de-pau

Problemas comuns: fique atento às pistas que o caule te dá: a presença de manchas amareladas nesta área, perto da terra, pode indicar que você pesou a mão na rega. Hastes enrugadas são sinal de que está faltando água por aí.  

Grandes e largas, as folhas costumam acumular pó. Use um pano umedecido para limpá-las e favorecer as trocas gasosas. Se ao levar a sua moradora para casa você notar um brilho em excesso, limpe cada uma delas com sabão neutro e pano umedecido. Repita o processo algumas vezes durante a semana. Assim você deixa a folhagem livre de produtos que costumam ser utilizados para deixar a planta mais vistosa e podem acabar prejudicando a transpiração.

Manchas marrons nas folhas, com aparência úmida, contam sobre a presença de vírus. Ao notar o desenvolvimento desses intrusos, não pense duas vezes e corte pelo caule a folha afetada, de preferência na diagonal. Assim você colabora para que a seiva escorra e não fique acumulada atraindo invasores. Ao fazer o corte, aplique canela em pó para cicatrizar a região.

Ofereça sempre os nutrientes essenciais, adubando mensalmente para manter o pacová saudável e resistente contra os parasitas. Vez ou outra algum ácaro pode aparecer. Para evitá-lo, aplique pó de fumo.

Está tudo certo se você notar uma haste que nasce rasgada. É a flor dessa moradora apontando por aí. Aproveite para apreciar essa raridade, que em poucas horas se despede. 

Como usar: planta de portes variados, pode ser usada em cachepôs pequenos e suportes na altura do olhar; em cachepôs maiores, no chão; em kokedamas ou subindo pelas árvores.

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está acondicionada e espécie. As indicações acima são orientações para um primeiro contato com a sua planta, mas não uma fórmula definitiva. Preste atenção às respostas da sua espécie; assim você poderá dosar a água de acordo com as condições da sua planta. É importante não exagerar no volume de água!