Plantas para quem mora na selvvva

gisele_guga

Se você perdeu o controle de quantas plantas estão vivendo por aí e não resiste em pedir mudinhas em cada canto, provavelmente já mora em uma selvvva e está pronto para experimentar espécies que representam um desafio nos cuidados.

Compartilhamos uma lista com algumas delas e seus segredos. Confira abaixo.

AVENCA

Delicada e exuberante, com o verde da infância. Puxe pela memória e você provavelmente vai se lembrar dela na casa da avó. Clássico que está ganhando a jovem geração de apaixonados pelo verde, a avenca tem seus segredos. 

Não é raro que essa planta nasça espontaneamente nas calçadas e à beira dos córregos. Com esse comportamento rústico, ela engana os mais desavisados, que não pensam duas vezes para adotá-la nos cantinhos por aí. Mas bastam poucos dias de convivência para descobrir suas exigências nos cuidados e atenção constante na rega: a avenca precisa de um ambiente úmido e protegido do vento para manter suas folhas sensíveis hidratadas. 

MARANTA-MELANCIA

Exuberantes, as marantas parecem pintadas à mão. Tanta beleza vem acompanhada de surpresa: ao primeiro sinal da falta de umidade do ar, a folhagem desafia quem está despertando para o verde. Entre essas espécies, a maranta-melancia é a mais sensível. Quando os dias secos chegam, as pontas das folhas se queimam e enrolam com facilidade. 

Para prevenir essas cicatrizes, ela exige borrifadas de água frequente e atenção para evitar que a terra seque até uma nova rega. É importante cuidar para que o excesso de umidade não leve ao apodrecimento das raízes sensíveis. Substratos que misturam terra e areia são uma ótima opção para ajudar nessa tarefa.

BEGÔNIA-REX

Dona de uma beleza surpreendente, a begônia-rex chama atenção por sua textura aveludada e tonalidades que vão do vermelho ao prata. As folhas exuberantes não demonstram sua sensibilidade: dramáticas, ao primeiro sinal da falta de água elas ganham aparência desmaiada, acompanhadas de cicatrizes escuras.

COLAR-DE-PÉROLAS

Sua cabeleira é um desafio para quem está despertando para o verde: ao menor sinal de excesso de água, as raízes apodrecem, fazendo com que a planta aborte cada ramo e leve as bolinhas a se desmanchar, o que também é comum em ambientes com pouca ventilação. 

Embora seja uma suculenta, essa moradora não gosta de sol. Bastam poucas horas de exposição à luz direta para as pequenas pérolas murcharem. 

Para ver seu verde cheio de vida, fique atento às regas. Prefira diminuir a quantidade de água oferecida e aumente a frequência. Aposte também na mistura de terra e areia para evitar que a água fique empoçada.

SAMAMBAIA-PAULISTA

Dona de segredos quase “místicos”, a samambaia-paulista é uma espécie exigente nos cuidados. Para ver essa cabeleira crescer cheia de vida, fique atento às regas, que devem ser feitas sempre pela manhã, para não prejudicar as trocas gasosas e evitar o sufocamento das folhas.

Se você não quer que a sua moradora aborte a folhagem, capriche nas borrifadas com água e mantenha-a protegida do contato com o vento.

DINHEIRO-EM-PENCA

Quem vê essa planta popular nas selvvvas por aí não imagina que ela tenha seus segredos para se espalhar aos quatro cantos.

Espécie rasteira, a dinheiro-em-penca pede espaço para lançar seus ramos, símbolo de prosperidade. Por isso, cultivá-la no aconchego dos potes requer a adubação frequente, para oferecer os nutrientes necessários, evitar a perda de folhas e o estiolamento, processo em que as plantas se estiram em busca de luz e acabam fragilizadas ao gastar tanta energia para esse crescimento desesperado.

EPOMEIA-ROXA

Perspicaz nos sinais que dá sobre suas condições. Se faltar água, você vai descobrir. Com aparência desmaiada, protagonizada por folhas completamente murchas e caídas, essa planta demonstra de maneira dramática a sua sede. 

Diferentemente de outras espécies, como o lírio-da-paz, que se reergue com tranquilidade depois de um banhão, esse “levanta e cai” abre portas para fungos e ácaros se proliferarem rapidamente na epomeia-roxa.  Por isso, fique sempre de olho e evite que a terra seque até a próxima rega.

PEPERÔMIA-CAPERATA

Com tonalidades que variam entre cinza, verde ou vermelho, essas folhas delicadas não gostam do contato com a água. Assim como a begônia-rex, a peperômia-caperata é perspicaz nos sinais que dá sobre suas condições: dramáticas, quando falta água elas ganham aparência desmaiada, acompanhadas de cicatrizes escuras.

Pesar a mão na rega também não é boa ideia, já que essa planta aborta a folhagem caso a terra esteja encharcada. Conte com substratos compostos por terra e areia, que colaboram para manter a umidade, sem encharcar.

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está acondicionada e espécie. As indicações acima são orientações para um primeiro contato com a sua planta, mas não uma fórmula definitiva. Preste atenção às respostas da sua espécie; assim você poderá dosar a água de acordo com as condições da sua planta. É importante não exagerar no volume de água!