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Quatro estações para as suas plantas

Se você é dono de uma mudinha ou perdeu as contas de quantas espécies moram na sua Selvvva, já deve ter se encantado com a exuberância das flores em setembro ou pedido socorro ao ver o seu verde perdendo folhas entre março e agosto.

Embora no dia a dia não seja tão fácil perceber a conexão entre o tempo e a natureza, o comportamento das plantas é influenciado pela temperatura e disponibilidade de luz. Duas condições que se modificam no decorrer do ano, conforme cada estação. Afinal, primavera, verão, outono e inverno são resultado do movimento e das diferentes posições da Terra em relação ao sol.

É comum, por exemplo, que a condição de luz do cantinho que você escolheu para a sua moradora seja modificada conforme as estações se alteram. Assim, aquela área da sala que não recebia a luz direta do sol no verão, pode passar a ser um ambiente claro no inverno, iluminado pela manhã e no fim da tarde.

Para te ajudar a entender melhor o que acontece com o seu verde ao longo dos 12 meses, compartilhamos esse conteúdo especial. O nosso primeiro criado com a colaboração de uma parceira muito querida, a Escola de Botânica, que traz o conhecimento científico sobre plantas de um jeito acessível e simplificado para o dia a dia nos seus cursos.

INVERNO

Se a estação mais fria do ano é um convite para alguns animais hibernarem, para as plantas a queda no ritmo não é tão diferente.

No inverno, quando os dias são mais curtos e a temperatura cai, é hora de poupar. Isso quer dizer deixar de lado tudo o que possa significar esforço e perda de energia: as árvores interrompem o crescimento e deixam de desbravar as alturas; as espécies menores abrem mão da exuberância. Não é raro ver algumas delas abortarem a folhagem quando este período chega. A cróton-imperial e o jasmin-manga, por exemplo, podem ficar completamente pelados. Já para a ficus-lyrata e a árvore-da felicidade essa perda é parcial.

Enquanto algumas espécies, como o caládio, se libertam de folhas e caules e adormecem até a próxima estação, restando apenas os pequenos bulbos – para desespero de quem está despertando para o verde–, outras, na contramão, encontram na baixa temperatura a condição ideal para florir, como o manacá-da-serra e a azaleia.

No dia a dia, fique atento para não pesar a mão na rega nesta época em que a água demora mais para evaporar. O exagero pode “queimar” as bordas das folhas de algumas espécies, como jiboias, filodendros e marantas, ou causar manchas nos brotos da ficus-lyrata. Embora estes pequenos problemas costumem ser resolvidos com a dosagem certa ou passem despercebidos, o excesso de umidade pode atrair cochonilhas e colaborar para a proliferação de fungos, além do apodrecimento das raízes.

PRIMAVERA

Não é à toa que a primavera é a estação das flores. A temperatura que antes estava lá embaixo começa a subir e “acorda” quem estava poupando energia no inverno. É o início de uma nova jornada. Esse despertar vem acompanhado do desejo geral da natureza de aproveitar todo o potencial para a continuidade das espécies.

As abelhas deixam as colmeias após meses e saem em busca de alimento. Algumas plantas lançam mão da capacidade de atrair estes e outros parceiros para polinizar seus órgãos reprodutores, as flores perfumadas e coloridas.

Cada uma tem sua estratégia: a vitória-régia, por exemplo, atrai o besouro para o seu interior durante a noite e se fecha no raiar do dia, lançando um aroma que faz o hóspede se “embriagar” e encostar em cada parte da flor. A liberdade vem quando este inseto já teve tempo suficiente para se impregnar de pólen. Algumas insetívoras, como a dioneia, desabrocham suas flores a uma boa distância das folhas modificadas, as “mandíbulas” cercadas de “dentes”, e garantem que os parceiros de polinização não caiam nas armadilhas mortais. Pelo menos não antes de colaborarem para sua reprodução.

VERÃO

Quando a oferta de raios de sol aumenta com os dias mais longos, e a temperatura sobe, é hora de trabalhar. Afinal, essa é a estação que oferece as melhores condições para as plantas fazerem a fotossíntese. E como são apenas 3 meses pela frente, melhor produzir e guardar o máximo de energia depois de um período como a primavera, dedicado à reprodução. O resultado de tanto esforço é visível.

As plantas crescem e compartilham a sua exuberância. Descendo a cabeleira, subindo as paredes, ganhando as alturas. Quem tem caules do tipo rizoma armazena nas estruturas parecidas com pequenas batatas a energia acumulada. Quer alguns exemplos? A zamioculca e o aspargo-pluma guardam debaixo da terra, em forma de carboidrato, a reserva para os períodos de escassez. Alguns alimentos que costumam fazer parte do nosso prato, como o inhame e o gengibre, também são o “pé de meia” criado por essas espécies.

No dia a dia fique atento às regas. Como as roupas no varal que secam logo no calor, as plantas perdem água mais depressa se estiverem expostas ao sol.

OUTONO

Embora a oferta de luz e a temperatura no outono sejam semelhantes às da primavera, as plantas dedicaram tanta energia na estação anterior que não conseguem florir. Depois de um período tão intenso como o verão, é hora de começar a diminuir o ritmo. Afinal, logo mais o inverno dá os primeiros sinais.

Os comportamentos durante as quatro estações não são uma regra para todas as espécies, mas te ajudam a trazer novos olhares para os sinais que as suas moradoras te dão.


Conteúdo criado com a colaboração de Anderson Santos, biólogo e botânico da Escola de Botânica, que compartilha o conhecimento científico sobre as plantas de um jeito acessível e simplificado nos seus cursos.