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Selvvva do dia: tilândsia / Tillandsia cyanea

Delicada e exuberante, essa planta revela pouco a pouco o seu colorido. Quem vê sua flor, ou pelo menos o que costumamos chamar de flor, não imagina que ela guarde outra surpresa cheia de vida.

Conhecidas como brácteas, essas estruturas rosadas são na verdade folhas que se modificaram ao longo da evolução. Afinal, na natureza todo esforço é válido para a preservação da espécie, atraindo os polinizadores para as verdadeiras flores. No caso da nossa selvvva do dia, as pequenas pétalas surpreendentes.

Uma a uma, elas despertam devagar em cada extremidade, pintando de roxo os cantinhos por aí. Quando a floração termina, a bráctea se despede, ganhando um tom esverdeado até secar.

Esse é o ciclo natural: a inflorescência e a planta-mãe morrem para dar lugar a uma nova geração. Se as suas já se foram, está tudo certo. Logo, as novas mudinhas que nasceram dos lados vão crescer e atingir a fase adulta, pintando a sua selvvva novamente.

Membro da família das bromélias, a tilândsia é nativa do Equador. Epífita que é, cresce na natureza agarrada aos troncos e pedras, usando essas superfícies como apoio para garantir sua proteção e ganhar alguns centímetros de altura. Assim, quanto mais afastada do solo, mais longe dos predadores e perto da luz. Tudo sem retirar nutrientes da planta parceira.

Boa parte do seu alimento é entregue estrategicamente por meio dos tanques, os pequenos espaços entre as folhas, que armazenam água e podem acolher microorganismos importantes para o seu desenvolvimento.

Plantada em potes ou agarrada aos troncos, essa planta vai bem dentro ou fora de casa, e pode deixar os banheiros iluminados cheios de vida, sempre em ambientes com boa ventilação.

Rega: 2x por semana. A tilândsia consegue suportar períodos curtos de estiagem. Os tanques, associados ao formato das folhas curvadas, estratégico para a captação da água, colaboram para manter a hidratação em dia. Por isso, na hora de regar o substrato, lembre-se de molhar também essas estruturas. Assim, a reserva que ficar depositada nelas vai ser utilizada pouco a pouco, conforme a necessidade.

Se a sua moradora estiver agarrada ao tronco de uma árvore, borrife as raízes 3x por semana ou dê um banho frio em toda a planta. Confira nosso guia especial sobre rega.

Iluminação: meia-sombra. Aproveite o sol da manhã, antes das 10h, ou do fim do dia, depois das 16h, para não queimar a folhagem. Confira nosso guia especial sobre iluminação.

Outros nomes populares: pena de rosa, pink quill.

Problemas comuns: Ser esquecida quando a inflorescência se vai é o problema mais frequente associado a essa espécie. Quando a bráctea principal morre, é comum pensar que não há mais vida por ali. Mas basta deixar a natureza agir para as novas mudinhas atingirem a fase adulta.

Na hora de escolher o lugar para a sua planta morar, ofereça um cantinho onde ela receba iluminação por inteiro, em todos os lados, evitando deformações em busca de luz. O sol do início da manhã ou do fim da tarde é fundamental para o rosa vibrante da bráctea e o despertar das pétalas roxas.

As folhas da tilândsia são sensíveis, por isso não é recomendável o uso de óleo de neem. Enquanto para as outras espécies este repelente natural oferece a proteção contra parasitas, para ela pode representar uma fonte de intoxicação.

Se você está se perguntando como manter os intrusos longe da sua bromélia, fique atento à boa luminosidade, à ventilação do ambiente e ao excesso de umidade, que pode fazer com que as raízes delicadas apodreçam. Por isso, o substrato utilizado precisa garantir uma boa drenagem. Misturas apropriadas para o plantio de orquídeas ou bromélias dão conta dessa tarefa e podem ser encontradas com facilidade.

Fique atento se, ao regar, a água depositada nos tanques está sendo absorvida. O cuidado com a dosagem é importante para manter a sua planta saudável. Folhas que se soltam da base após uma leve puxada indicam que você pesou a mão e a drenagem não está funcionando bem. Já a presença de pontas secas te dá pistas sobre a falta de água. Neste caso, capriche na rega e evite a desidratação, pois as áreas com sinais de queimadura se tornam cicatrizes no seu verde.

Observe a sua planta com frequência. Assim, aos primeiros sinais da presença de cochonilhas ou pulgões, use um pincel ou haste de algodão com um pouquinho de álcool e retire um a um, prevenindo possíveis infestações. Para ajudá-la a se manter saudável, não esqueça de oferecer mensalmente os nutrientes da adubação (consulte sempre se a composição do produto utilizado é adequada para bromélias).

Pontinhos marrons na folhagem podem ser sinal de intoxicação por cloro. Por isso, prefira sempre a água filtrada ou a da chuva, que é livre dessa substância. Se o clima seco não contribuir para um pé d’água, use a da torneira, deixando-a descansar por 24h, tempo suficiente para que o cloro evapore. 

Como usar: em cachepôs pequenos ou médios, em alturas intermediárias, revelando toda a exuberância dessa bromélia.

Dica da Selvvva: As regas variam de acordo com o ambiente, disponibilidade de luz, umidade do espaço, temperatura, recipiente onde a planta está acondicionada e espécie. As indicações acima são orientações para um primeiro contato com a sua planta, mas não uma fórmula definitiva. Preste atenção às respostas da sua espécie; assim você poderá dosar a água de acordo com as condições da sua planta. É importante não exagerar no volume de água!